Sócio da empresa que recebeu R$ 5,3 milhões diz: “Nunca fiz serviço para o Inter”

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A auditoria realizada nas contas da gestão Píffero, analisadas pelo Conselho Fiscal e pela atual gestão e posteriormente pela empresa EY (antiga Ernst & Young), apontaram que R$ 9.915.160 milhões, foram pagos a 4 empresas por construções, e teriam saído dos cofres do clube sem a devida comprovação de serviços prestados.

A empresa que recebeu o maior valor entre 2015 e 2016, foi a Keoma. O montante recebido foi de R$ 5,3 milhões. A Keoma teve suas atividades suspensas em 2011. Um dos sócios, Edson Joel Rodrigues disse que nunca fez serviço para o Inter e quem emitia notas e recebia os boletos de cobrança era o outro sócio, Ricardo Bohrer Simões.

Ao GDI (Grupo de Investigações da RBS), Edson deu a seguinte declaração: “Sou operacional, o cara do capacete e da botina. Quem fazia minhas notas? Onde estavam as minhas notas? Onde estava a Keoma? Na casa do Ricardo. A parte contábil era com o Ricardo”

Ele também acredita que Ricardo tenha ficado com os blocos de notas da empresa sem atividade, mas disse que é improvável que ele tenha emprestado as notas para ex-dirigentes do Inter.

Fonte: Gauchazh